Seg, 29 de Junho de 2020 12:54

PARA ISTO NÃO HÁ DINHEIRO, LAMENTAVELMENTE... Universidades desenvolvem ventiladores de baixo custo no Paraná, mas esbarram em burocracia e falta de recursos

Anvisa homologou 18 ventiladores pulmonares desde março, sendo dois deles de empresas nacionais. Pesquisadores relatam dificuldades para colocar aparelhos em hospitais.

Pesquisadores de universidades no Paraná têm desenvolvido projetos de ventiladores pulmonares de baixo custo durante a pandemia do novo coronavírus. Entretanto, eles relatam dificuldades, como a burocracia para fazer os equipamentos chegarem, de fato, aos hospitais e a falta de dinheiro para a produção.

Conforme o Ministério da Saúde, os ventiladores pulmonares são fundamentais no tratamento de pacientes graves com insuficiência respiratória e custam, em média, R$ 50 mil. A estimativa é que cerca de 5% das pessoas infectadas pelo coronavírus precisem do equipamento.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde março de 2020, dois modelos de ventiladores pulmonares nacionais foram aprovados e, portanto, liberados para fabricação. Por causa da pandemia, a agência flexibilizou algumas exigências e informou que tem levado cerca de cinco dias para liberar o registro.

Em três dos projetos universitários paranaenses, os ventiladores pulmonares continuam em desenvolvimento para atender às exigências de segurança da Anvisa. O custo dos aparelhos estão entre R$ 1,5 mil e R$ 7 mil.

Ventilador pulmonar Fasten-Vita desenvolvido pelo projeto da UTFPR e outras 11 universidades do Brasil — Foto: Inesc P&D Brsil/Imagem cedida

  • Universidade de Curitiba desenvolve respirador de baixo custo
  • Pesquisadores UTFPR de Ponta Grossa desenvolvem respirador com motor de para-brisa de caminhão
  • Professores e estudantes da Unila desenvolvem respirador hospitalar, em Foz do Iguaçu
  • Um deles é desenvolvido pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, em parceria com outras 11 universidades de ensino do Brasil. O primeiro protótipo do grupo de pesquisadores ficou pronto no dia 20 de março, segundo o professor do Departamento de Eletrônica Hermes Irineu Del Monego.
  • O aparelho é um reanimador automatizado, que é um equipamento utilizado para buscar a estabilização e manutenção de pacientes à espera de ventiladores pulmonares convencionais. Ele está em fase de testes em humanos em dois hospitais do país e aguarda a liberação de registro da Anvisa, segundo o professor.
  • De acordo com o professor, os primeiros protótipos foram realizados com recursos dos próprios pesquisadores. Enquanto se espera o registro da Anvisa, o projeto desenvolveu um site que apresenta detalhes do trabalho e possibilita diferentes formas de doação. O objetivo da plataforma é levantar fundos para produzir os ventiladores gratuitamente às unidades de saúde.
  • maus, entendo a questão da segurança, mas isso demora demais e pode nos prejudicar. Nossa equipe tem mais de 40 professores trabalhando, que se dedicam dia e noite. Seria muito frustante não progredir com o aparelho por questão de liberação e, principalmente, questões financeiras."
  • O custo previsto para cada ventilador do projeto é de R$ 1,5 mil. Segundo Monego, a produção do aparelho não visa lucro e não será concorrente de empresas que produzem ventiladores convencionais.
  • "O nosso problema é conseguir divulgar que estamos à procura de recursos. É complicado pedir, mas estamos pedindo dinheiro por algo muito nobre. Nós não queremos nenhum tipo de agradecimento, não queremos nada, só queremos contribuir com a sociedade, essa é a nossa função", explicou.



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