quinta, 20 de fevereiro de 2020


Qui, 13 de Fevereiro de 2020 16:18

Comissão do Senado aprova Nestor Forster para embaixada nos EUA; indicação segue para o plenário

Tem nome e cara de embaixador... Tem nome e cara de embaixador...


Comissão de Relações Exteriores aprovou o nome por unanimidade. Indicação por Jair Bolsonaro veio após o presidente desistir de indicar o filho, Eduardo, para o posto.

O indicado para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor José Forster Junior, foi sabatinado nesta quinta-feira (13) pelo Senado Federal e aprovado por unanimidade pela Comissão de Relações Exteriores.

A comissão tem 19 titulares. Os doze presentes aprovaram a indicação de Forster. Agora, o nome depende de aprovação do plenário da Casa.

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A indicação pelo presidente Jair Bolsonaro veio após ele desistir de indicar o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, para o posto.

Forster defendeu que Brasil e EUA aprofundem a parceria na área científica e na área de Defesa, e que seja possível acabar com a bitributação para empresas e pessoas físicas brasileiras.

Ele afirmou não ver "subserviência alguma" do Brasil em relação aos EUA e disse que um "alinhamento automático é algo impossível de se fazer".

O diplomata elogiou a visita de Estado feita pelo presidente Jair Bolsonaro aos EUA em março de 2019, a chamando de "visita histórica".

"[Foi] uma virada de página, assinalando um novo momento em que o Brasil e os Estados Unidos podem usar o que chamei de leito profundo de valores e princípios compartilhados", disse.

Ele também disse terem sido positivos os acordos firmados na ocasião, entre eles a mudança de posição dos EUA com relação ao pleito do Brasil para entrada na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a decisão unilateral do Brasil de deixar de exigir visto para a entrada de turistas norte-americanos no país e o acordo da Base de Alcântara.

Sobre a questão imigratória, Forster afirmou que o número de imigrantes ilegais cresceu 10 vezes no último ano, mas disse se tratar de uma questão "pontual".

Segundo Forster, 95% desse grupo são compostos por famílias alvos de redes criminosas. "Se identificou que houve um redirecionamento de redes criminosas que atuavam na América Central e que passaram a atuar no Brasil", disse.

Em quase três horas de sabatina, o indicado foi questionado por 7 senadores, sem embates. Mesmo o senador Jaques Wagner (PT-BA), representante da oposição na sessão, focou suas críticas na política externa do governo Jair Bolsonaro e não no currículo e nas pretensões do indicado.




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