quinta, 21 de fevereiro de 2019


Dom, 10 de Fevereiro de 2019 11:50

Milhares de espanhóis protestam em Madri contra atuação do governo na negociação com a Catalunha


Presidente do governo, Pedro Sánchez, é acusado de ceder às exigências dos independentistas catalães.

Cerca de 45 mil de espanhóis participaram neste domingo (10) de uma manifestação convocada por partidos de direita em Madri para exigir a renúncia do presidente do governo, Pedro Sánchez, e pedir a realização de eleições antecipadas. O líder socialista é acusado de ceder às exigências dos independentistas catalães.

Os líderes do conservador Partido Popular (PP), Pablo Casado, dos Ciudadanos (liberais), Albert Rivera, e o presidente do ultradireitista Vox, Santiago Abascal, foram fotografados pela primeira vez juntos na praça de Colón durante a manifestação, de acordo com o jornal “El País”.

"O tempo de Sánchez já acabou. Não cabe mais rendição socialista nem mais chantagem independentista. Hoje começa a reconquista", afirmou Pablo Casado.

A concentração terminou com a leitura de um manifesto que diz que "a união nacional não será negociada" e que os espanhóis "não estão dispostos a tolerar mais traições e nem concessões diante daqueles que querem destruir a nossa pátria".

Sánchez conta com o apoio de somente um quarto do parlamento e depende do suporte do partido anti-austeridade Podemos e dos nacionalistas catalães, bem como de outros partidos menores, para aprovar leis.

Na quarta-feira (13), está marcada uma votação crucial para o governo, sobre a proposta de orçamento para 2019, que deve ser rejeitada caso não haja o apoio de partidos catalães. Mas tais grupos afirmam que a aprovação do orçamento está condicionada à inclusão da questão da independência nas negociações com a Catalunha, algo que o governo nega fazer.

Negociações

Sánchez chegou ao poder em junho de 2018 com a promessa de aliviar as tensões entre o governo central de Madri e os líderes catalães. O líder socialista se encontrou duas vezes com o presidente do governo regional, Quim Torra, e integrantes dos dois executivos realizaram várias outras reuniões.

A proposta feita pelo governo na terça-feira (5) de nomear um relator para mediar negociações entre partidos políticos e lidar com o movimento independentista fortaleceu a oposição. O líder socialista foi acusado fazer concessões ao movimento catalão.

De acordo com a Associated Press, Sánchez disse que estaria disposto a negociar um novo Estatuto de Autonomia para a Catalunha, que determina o autogoverno da região. Porém, ele rompeu as negociações na sexta-feira (8), quando a vice-presidente, Carmen Calvo, disse que os separatistas não abandonariam sua demanda por um referendo sobre a independência.




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