quinta, 13 de dezembro de 2018


Qui, 06 de Dezembro de 2018 16:46

Futura ministra começa com a surrada cantilena: ‘igualdade de salários entre a mulher e o homem’...

Discurso antigo Discurso antigo


Advogada e pastora evangélica, futura ministra é assessora do senador do PR desde 2015. Segundo o futuro chefe da Casa Civil, o novo ministério ficará responsável pela gestão da Funai.

O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou nesta quinta-feira (6) que a advogada e pastora evangélica Damares Alves – assessora do senador Magno Malta (PR-ES) desde 2015 – será a ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro.

Ainda de acordo com Onyx, a pasta que será comandada pela assessora parlamentar do Senado ficará responsável pela gestão da Fundação Nacional do Índio (Funai), entidade que dá assistência aos povos indígenas. A Funai vai deixar o guarda-chuva do Ministério da Justiça a partir do ano que vem.

Com a indicação de Damares para a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro já definiu 21 dos 22 ministérios de seu governo. Falta apenas definir e anunciar o titular do Ministério do Meio Ambiente.

O anúncio de Damares para o comando do novo Ministério dos Direitos Humanos ocorreu durante uma entrevista coletiva concedida na sede do governo de transição, em Brasília. A futura ministra estava ao lado de Onyx e chegou a conversar com a imprensa.

Alvo de três processos relacionados à Lei Maria da Penha, o deputado federal eleito Juliam Lemos (PSL-PB), que integra a equipe de transição, também acompanhou a indicação oficial da futura ministra das Mulheres. Dois dos três processos que ele responde foram arquivados a pedido da ex-mulher dele. Lemos nega as acusações.

Infância, igualdade salarial e menina

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Em meio à entrevista, Damares Alves disse que pretende dar protagonismo no governo a políticas públicas voltadas às mulheres.

Damares também ressaltou que pretende propor um "pacto pela infância" à frente do ministério, que terá uma secretaria dedicada exclusivamente ao tema, segundo informou a futura ministra. Ela destacou que, em média, 30 crianças são assassinadas por dia no Brasil.

"Nunca a infância foi tão atingida como nos dias de hoje. Nós vamos propor um pacto pela infância [...] A infância vai ser prioridade nesse governo", enfatizou.

Ela declarou aos repórteres que, se depender dela, vai para porta de empresa na qual funcionário homem ganhe mais do que mulher para protestar por equiparação salarial de gênero.

"Nenhum homem vai ganhar mais do que mulher nessa nação desenvolvendo a mesma função. Isso já é lei" (Damares Alves)

A futura ministra observou ainda que o Brasil ganhou o título de "pior país da América do Sul" para se nascer menina. Damares destacou aos repórteres que o plano à frente do ministério é combater essa realidade com ações integradas com outros ministérios, como saúde e educação.

"Nosso objetivo é que em poucos anos essa vai ser a melhor nação do mundo para se nascer menina."




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