quarta, 19 de setembro de 2018


Ter, 11 de Setembro de 2018 19:54

Cabral é condenado a mais 47 anos de prisão; vai para livro dos recordes...

Terá de reencarnar muitas vezes... Terá de reencarnar muitas vezes...


O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, foi condenado nesta terça-feira (11) a mais 47 anos e quatro meses de prisão. Somado aos períodos das outras condenações de Cabral, agora, o total da pena é de 170 anos e 8 meses de prisão.

Confira aqui todos os processos contra o ex-governador

A condenação, pela 7ª Vara Federal Criminal, é por crimes de corrupção, formação de quadrilha e pertinência à organização criminosa em obras realizadas com recursos federais, inclusive provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento, no Estado do Rio de Janeiro, como o Arco Metropolitano, PAC Favelas e Linha 4 do Metrô.

"Sérgio Cabral foi o principal idealizador e articulador dos esquemas ilícitos tratados nestes autos, restando comprovado que esse condenado dirigiu a conduta de outros corréus. Sérgio Cabral mercantilizou da forma repugnante as funções públicas que lhe foram outorgadas por meio de uma quantidade expressiva de votos pelos eleitores cariocas, que foram traídos e abandonados à própria sorte em um Estado em que a corrupção se espraiou por todos os órgãos da administração estadual", afirmou o juiz Marcelo Bretas no texto da sentença.

Além de Cabral, também foram condenados o ex-secretário de Gestão, Wilson Carlos (21 anos e oito meses de reclusão), o ex-assessor do Governo do Rio e operador de Cabral, Luiz Carlos Bezerra (cinco anos e seis meses de reclusão), o ex-secretário de Obras, Hudson Braga (10 anos de reclusão), o ex-diretor da RioTrilhos, Heitor Lopes de Sousa Júnior (10 anos e dois meses), o ex-subsecretário de Transportes, Luiz Carlos Velloso (17 anos de reclusão), o ex-assessor da Secretaria de Obras, Wagner Jordão Garcia (quatro anos de reclusão) e José Orlando Rabelo (quatro anos e um mês de reclusão).

Na decisão, Marcelo Bretas afirmou que as circunstâncias em que se deram as práticas corruptas, por vezes combinadas em sua própria residência ou em locais da própria Administração - sede e secretarias do Governo do Estado do Rio de Janeiro -, são perturbadoras da ordem pública e revelam desprezo pelas instituições públicas.

Sobre o ex-governador, o magistrado afirmou na sentença:

"Político experiente e de alto padrão social, urdiu plano criminoso antes mesmo de vencer as eleições para chefia do Poder Executivo Estadual, e logo ao assumir o Governo do Estado pôs em prática um gigantesco esquema de corrupção, fraudes e outros delitos. Aliciou e envolveu diversos servidores públicos, familiares e empresários na prática de um sem-número de crimes em prejuízo dos cidadãos cariocas".

 

 

 




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