sexta, 16 de novembro de 2018


Ter, 11 de Setembro de 2018 19:29

Para juiz Moro participação de Roldo na campanha eleitoral é atividade suspeita


Há indícios de que Deonilson Roldo, que foi chefe de gabinete de Beto Richa (PSDB), estava trabalhando nos bastidores da campanha ao Senado do ex-governador do Paraná, segundo a decisão do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na 1ª instância, que determinou a prisão dele.

Roldo e o empresário Jorge Atherino foram presos nesta terça-feira (11) pela Polícia Federal (PF), na 53ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Piloto”, que apura pagamento de propina para políticos na obra da PR-323. Roldo e Atherino já são réus na Lava Jato.

O procurador da República Diogo Castor Mattos disse nesta terça, em coletiva de imprensa realizada na sede da Polícia Federal de Curitiba, que mesmo após se tornarem réus, Roldo e Jorge Atherino, empresário e amigo de Richa apontado como operador de um suposto esquema para recebimento vantagens indevidas, continuavam atuando em atividades suspeitas.

“Um deles trabalhando de forma oculta na campanha, na coordenação da campanha para o Senado Federal do ex-governador, e o outro continuando a movimentar valores expressivos em nome de diversas pessoas jurídicas que estavam formalmente registradas em nome de familiares próximos, mas que tinha como controlador de fato essa outra pessoa. Então havia uma necessidade de acautelamento da ordem pública pela continuidade, pela evidência da continuidade dessas atividades ilícitas”, afirmou Mattos.

De acordo com a decisão de Moro, os investigados foram interceptados com autorização da Justiça, e a análise de diálogos feita pela PF aponta que Roldo, aparentemente, coordenava a campanha de Beto Richa para o Senado.

“DEONILSON ROLDO é homem de confiança de CARLOS ALBERTO RICHA, sendo o coordenador de todos os assuntos referentes à campanha de BETO RICHA ao Senado Federal, tendo participação na articulação política, definição de material de campanha como músicas e jingles, sessões de fotos, agendamento de eventos e aconselhamento de modo geral, sendo consultado por BETO RICHA em várias ocasiões”, informa trecho do relatório da PF reproduzido por Moro na decisão.

Ainda de acordo com as informações repassadas pela polícia, Roldo estava mantendo sua participação na campanha oculta devido à investigação sobre o recebimento de valores da Odebrecht. G1 e Blogs Poíticos)





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