quarta, 19 de setembro de 2018


Sex, 19 de Abril de 2013 04:38

Aldeia Guarani, em Piraquara, preserva tradições e mantém rituais


 

Preservar e respeitar a natureza, esse é o principal lema dos índios da Aldeia Araçaí, em Piraquara.

Distante a cerca de 50 quilômetros de Curitiba, a aldeia, que é composta atualmente por 90 índios da tribo Guarani, mantém tradições e rituais vividos pelos ancestrais, como a prática de caça e pesca, e os rituais de danças e cura de doentes. A comunidade sobrevive basicamente de doações e do programa Bolsa Família, do governo federal.

Tímidos e religiosos, os índios dançam e cantam diariamente ao som de um violão e de outros instrumentos musicais feitos artesanalmente. O índio e um dos professores da aldeia, Gilmares Guilherme da Silva, explica que existem vários tipos de danças e que elas são realizadas para buscar fortalecimento e para agradecer pelo "pão de cada dia".

Ele explica ainda que a união dos índios é importante para a realização dessas tradições e que toda a comunidade participa, inclusive as crianças.

Desde 2008 a tribo comercializa um CD com 10 canções compostas por vários integrantes da Aldeia Araçaí. Gilmares explica que a produção foi concluída em um dia e que o objetivo, além da venda, é mostrar um pouco da tradição indígena e da língua Guarani, tão apreciada pelos moradores da aldeia. As letras fazem menção ao Nhanderú, Deus indígena.

Na aldeia, a tribo está dividida em 18 famílias e é comandada pelo cacique Laércio Silva e pelo pajé Marcolino da Silva. "Aqui todos têm os mesmos direitos e recebem o mesmo tratamento", conta o pajé.

A área da Aldeia Araçaí fica localizada em uma reserva de proteção ambiental, o que impede que os índios possam plantar alimentos. A renda familiar vem da comercialização de artesanatos - feitos de penas de aves, palhas e madeira - , que são oferecidos para os visitantes na própria aldeia.

"Nós pescamos e caçamos, mas é muito pouco. Somente para o consumo básico mesmo e para manter a tradição de índio. As doações nos ajudam muito para que o alimento nunca falte em nossas mesas", completa o pajé.

O pajé conta que as casas de madeira compensada e de barro foram construídas pelas próprias famílias. O chão é batido e todos os indígenas têm acesso à água encanada e energia elétrica. Além disso, dentro das casas, todos têm televisão e fogão a gás. Os banheiros são comunitários e instalados do lado de fora das casas. (Do G1/PR)




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